Venham mais cinco. O Olhar Estrangeiro sobre a Revolução Portuguesa 1974–1975. Exposição de 200 fotografias em grande formato, de 30 fotógrafos estrangeiros.

DE 24 DE MAIO A 23 DE NOVEMBRO. LOCAL: PARQUE EMPRESARIAL DA MUTELA localizado EM FRENTE À ANTIGA LISNAVE.
DE 5ª FEIRA A DOMINGO, DAS 11 horas ÀS 19 horas. Inauguração: dia 23 de maio, às 21H00.

DE 24 DE MAIO A 24 DE AGOSTO
NOVA DATA DE ENCERRAMENTO: ATÉ 23 DE NOVEMBRO

PARQUE EMPRESARIAL DA MUTELA (EM FRENTE À ANTIGA LISNAVE)
DE 5ª FEIRA A DOMINGO, DAS 11H00 ÀS 19H00

Inauguração: 23 de maio, 21H00

para Margarida Medeiros, in memoriam

Venham mais cinco foi uma ideia que surgiu no Verão de 1993, quando Margarida Medeiros e Ana Soromenho propuseram que se fizesse uma grande exposição com as imagens dos fotógrafos estrangeiros que haviam retratado o processo revolucionário português. No ano seguinte seria comemorado o vigésimo aniversário do 25 de Abril. Margarida e eu rumámos a Paris e mergulhámos nos arquivos das grandes agências internacionais, vasculhando milhares de provas de contacto.
Três décadas depois, a exposição vai abrir as suas portas. Entre o início da nossa pesquisa, no Outono de 1993, em Paris, e o seu recente desaparecimento, Margarida Medeiros tinha se transformado numa das maiores especialistas de fotografia em Portugal, autora de livros de referência, curadora de exposições e responsável pela formação de várias gerações de estudantes. Esta exposição nasceu da nossa amizade.

PORTUGAL NO CENTRO DO MUNDO

Entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975, Portugal foi manchete quase diária de toda a imprensa internacional. Nunca nada de semelhante acontecera ou viria a acontecer no país, por um período tão largo de tempo.
O fim abrupto de uma ditadura de 48 anos, o início da democratização que parecia seguir por caminhos inesperados, as dúvidas a respeito do processo de independência de grandes países africanos, tudo fazia com que o mundo inteiro voltasse os olhos para Portugal. De um dia para o outro aterraram em Lisboa fotógrafos das maiores agências internacionais, jovens e veteranos, que captaram imagens por todo o país, acompanhando a sucessão vertiginosa dos acontecimentos.
Muitos vieram em missões de curta duração, outros instalaram-se vários meses para perceber e retratar o que se passava. Quase tudo era surpreendente para os estrangeiros: a situação política inédita num país europeu, o quotidiano dos portugueses, a forma como a política entrava na vida da população. Eram fotógrafos experientes. Tinham um olhar incisivo, procuravam imagens para as capas das revistas de maior tiragem, mas também revelavam empatia, encantamento e genuíno interesse antropológico. Durante cerca de um ano e meio fotografaram tudo e transmitiram ao mundo esse novo conceito: a revolução dos cravos.
Os mesmos fotógrafos voaram para Angola e Moçambique, procurando retratar o processo de descolonização e o regresso massivo de portugueses que viviam em África.
Nesta exposição, as imagens não surgem sempre de forma cronológica. São agrupadas por temas e também se articulam numa narrativa dramática, onde duas imagens de momentos diferentes podem estar lado a lado por contraste, estabelecendo choques e pontes.
Após 50 anos, alguns arquivos desapareceram. Assim, em casos excecionais, quando não houve acesso a negativos nem a provas em papel, decidiu-se reproduzir fotografias publicadas em livros. À data de hoje é única forma de partilhar imagens únicas, de um período decisivo da história e que nunca antes estiveram reunidas em Portugal.

Sérgio Tréfaut

venham mais cinco

É o título de uma canção de José Afonso, inicialmente escolhida para ser tocada no Rádio Renascença na madrugada de 25 de Abril de 1974, como senha do início do golpe militar. Mas, como esta canção estava proibida na rádio, a senha acabou por ser substituída por «Grândola, Vila Morena». Através deste título, prestamos homenagem a José Afonso e aguardamos a chegada de mais cinco revoluções.

algumas fotografias

ALAIN KELLER (1945), França

Alain Keller veio para Portugal nos primeiros anos da sua carreira de fotojornalista e permaneceu vários meses no país. Trabalhou para as agências Sygma e Gamma na década de 1970. Viajou constantemente desde então, cobrindo acontecimentos em todo o mundo. Foi distinguido com prémios como o World Press Photo, o Grand Prix Paris Match de fotojornalismo e o prémio W. Eugene Smith.

ALAIN MINGAM (1946), França

Alain Mingam começou o seu percurso profissional na agência Sipa Press, seguiu para a Gamma e depois para a Sygma, das quais foi respectivamente editor-chefe e director editorial. Viveu e fotografou intensamente o processo revolucionário português e esteve presente na independência de Angola. As suas imagens da rendição dos paraquedistas na base de Tancos fizeram história. Vencedor do World Press Photo, foi também vice-presidente da Reporters Sans Frontière.

ALÉCIO DE ANDRADE (1938-2003), Brasil

Fotógrafo, poeta e pianista, Alécio de Andrade nasceu no Rio de Janeiro. Mudou-se para Paris em 1964, após o Golpe Militar. Foi o primeiro brasileiro a integrar a agência Magnum. Cobriu amplamente a realidade portuguesa no ano de 1974. O livro Lumière d’Avril, Portugal 1974, com fotografias suas, foi publicado por ocasião do cinquentenário da Revolução, acompanhando uma exposição.

AUGUSTA CONCHIGLIA (1948), Itália

Agusta Conchiglia é jornalista, fotógrafa e co-realizadora de documentários. Em 1968, foi a Angola documentar a guerrilha do MPLA. As suas imagens dos combatentes que marchavam com paus em vez de armas chamaram a atenção da comunidade internacional. Daí resultou o livro Guerra di popolo em Angola (1969). Em 1974 também documentou as independências africanas.

BENOIT GYSEMBERG (1954-2013), França

Benoît Gysembergh foi um importante fotojornalista e fotógrafo de guerra. Aos vinte anos trabalhava para a agência Gamma em Paris, e para a Camera Press em Londres. Em 1977 integrou o grupo de fotógrafos da Paris Match, revista na qual colaborou durante vinte e cinco anos, publicando mais de quinhentas páginas duplas.

DOMINIQUE ISSERMANN (1946), França

Dominique Issermann começou a trabalhar em cinema no final dos anos 1960, e como repórter fotográfica durante a Revolução dos Cravos, em Portugal. A partir de finais dos anos 1970 torna-se uma das mais importantes fotógrafas de moda, trabalhando com Sonia Rykiel, Dior e Chanel, mas também fotografando personalidades como Catherine Deneuve, Marguerite Duras, Balthus e Bob Dylan. Recebeu as principais ordens de mérito de França.

FAUSTO GIACCONE (1943), Itália

Fausto Giaccone nasceu na Sicília. Quando era estudante de arquitectura, fotografou movimentos e protestos juvenis. Viajou pelos cinco continentes como fotojornalista freelancer, mas foi a sua reportagem de 1975 sobre as ocupações de terras na aldeia de Couço, no Ribatejo, que alterou a sua vida. Regressou dez anos depois e publicou o livro «Uma História Portuguesa». Mantém uma forte ligação a Portugal, onde realizou várias exposições, incluindo uma no Panteão Nacional.

FRANÇOIS HERS (1943), França

François Hers é co-fundador da cooperativa Viva. Foi enviado pela Time Magazine para Portugal durante o Verão Quente. As suas fotografias dos ataques à sede do PCP em Braga foram destaque da revista Paris Match e percorreram o mundo.

GÉRARD DUFRESNE (1938), França

Nos anos 60, Gérard Dufresne trabalhou no laboratório Pictorial Service, onde teve contacto directo com as obras de Cartier-Bresson, Sieff, Riboud e outros mestres. Passou pelo Portugal revolucionário, antes de se dedicar à fotografia de paisagem.

GILBERT UZAN (1938), França

Gilbert Uzan nasceu em Tune, na época colónia francesa, onde viveu durante toda a Segunda Guerra Mundial. Ingressou na agência Gamma em 1974, precisamente quando veio fotografar para Portugal. A partir de 1981, tornou.se operador de câmara para a televisão France 2.

GIORGIO PIREDDA (1947‑2017), Itália

Artista multidisciplinar com actividade no campo da fotografia, sobretudo nos anos 60 e 70. Documentou extensivamente a Revolução Portuguesa. As suas imagesn desse período ainda hoje são publicadas em jornais e revistas internacionais.

GUY LE QUERREC (1941), França

Guy Le Querrec começou como editor e fotógrafo da revista Jeune Afrique. Em 1971 cedeu os seus arquivos à Agence Vu e em 72 foi co-fundador da Viva. Em 1976 ingressou na Magnum. Entre 1974 e 1975, fascinado pela Revolução dos Cravos, viajou para Portugal e fotografou o país de Norte a Sul. Em 1979, em parceria com Jean-Paul Miroglio, publicou o livro Portugal 1974-1975: Regards sur une tentative de pouvoir populaire. É uma lenda viva da fotografia.

HENRI BUREAU (1940-2014), França

Henri Bureau começou a fotografar em Paris, com vinte anos. Em 1966 é enviado para o Vietname e começou a fazer grandes reportagens. Entrou na Gamma em 1967 e participou da criação da Sygma em 1973. Em Abril de 1974, é um dos primeiros fotógrafos internacionais a chegar a Lisboa, sendo premiado com o World Press Photo desse ano. A partir de 1982, torna-se editor e director de sucessivas agencias fotográficas.

HERVÉ GLOAGUEN (1937), França

Hervé Gloaguen estudou belas-artes, fotografia e cinema. Em 1963, tornou-se assistente do fotógrafo Gilles Ehrmann. Em 1971, ingressou na Agence Vu e, em 1972, participou da criação da cooperativa Viva, onde assina inúmeras reportagens, entre as quais uma dedicada à Revolução dos Cravos.

JACQUES HAILLOT (1941-1998), França

Jacques Haillot nasceu na Argélia e trabalhou durante muitos anos para o semanário L’Express. Morreu em Portugal em 1998. Os seus arquivos são distribuídos pela Getty Images.

JEAN CLAUDE FRANCOLON (1944), França

Jean-Claude Francolon dedica-se à fotografia de imprensa desde os vinte e cinco anos, primeiro na agência APIS, e depois na Gamma, fundada por Gilles Caron e Raymond Depardon. Cobriu os principais momentos dos anos 1970, como o 25 de Abril de 1974, de que tem fotografias únicas, a cores, e os processos de paz em Moçambique. Tornou-se vice-director da Gamma em 1988, director geral em 1992 e presidente em 1994. Também se dedicou ao cinema.

JEAN GAUMY (1948), França

Jean Gaumy começou a carreira fotográfica em 1972, na agência Viva. Em 1973 passou para a Gamma, onde permaneceu até 1976. Algumas das suas fotografias das primeiras eleições livres em Portugal são incontornáveis, como a imagem de um homem que aperta a bochecha de Mário Soares. Em 1977 ingressou na Magnum, da qual ainda é membro. É membro da Academia de Belas-Artes do Institut de France.

JEAN-PAUL MIROGLIO (1946-2017), França

Jean Paul Miroglio dedicou-se à foto-reportagem desde cedo. Entre 1970 e 1975, colaborou com o semanário Politique Hebdo, para o qual fez a cobertura da queda de três ditaduras (Grécia, Portugal e Espanha). Do seu encontro com Guy Le Querrec nasceu um livro colectivo para celebrar uma revolução pacífica e popular: «Portugal 1974-1975: Regards sur une tentative de pouvoir populaire».

JEAN-PAUL PAIREAULT (1951), França

Jean-Paul Paireault foi assistente de Marc Riboud nos anos 1970 e trabalhou como foto-repórter internacional para as agências Magnum e Gamma, sendo distinguido pelo seu trabalho. Cobriu a Revolução Portuguesa para a Magnum de Julho de 1974 até ao final de 1975.

JOSÉ SÁNCHEZ MARTINEZ, Espanha

Fotógrafo do diário espanhol ABC, enviado para Lisboa a 25 de Abril de 1974. São de sua autoria parte das imagens publicadas no ABC sobre a Revolução.

MICHEL GINIÈS (1952), França

Michel Giniès trabalha para a agência Sipa Press desde 1972. Passou por Lisboa no início da Revolução.

MICHEL PUECH (1948), França

Michel Puech começou sua carreira no diário Combat como jornalista. Tornou-se repórter fotográfico do coletivo Boojum Consort e co-fundou a Fotolib, agência fotográfica do diário Libération. Chegou a Portugal no final de Abril e realizou uma das suas primeiras reportagens fotográficas. Desde 2008, dirige e edita o site Loeildelinfo sobre jornalismo e fotografia.

PAOLA AGOSTI (1947), Itália

Paola Agosti iniciou a carreira como fotógrafa em 1968. Apanhou um dos primeiros aviões para Lisboa após o 25 de Abril e em poucas semanas produziu imagens surpreendentes. Desde 1976 o seu foco principal é o feminismo e o trabalho das mulheres. No cinquentenário da Revolução as suas imagens circularam numa exposição em Itália e foram editadas em livro, «Lisbona, la notte è finita! – La Rivoluzione dei garofani nelle fotografie di Paola Agosti».

PERRY KRETZ (1933-2020), Alemanha – EUA

Perry Kretz nasceu em Colónia. Na década de 1950, mudou-se para Nova Iorque onde estudou jornalismo. Entrou no Exército dos EUA que o manda para a Guerra da Coreia, onde se descobriu como fotógrafo. De volta a Nova Iorque, ingressou na agência Keystone e trabalhou com o New York Post. A partir de 1969, colaborou com a revista Stern (Alemanha), para a qual faz grandes reportagens, entre as quais a Revolução dos Cravos.

ROB MIEREMET (1947-2015), Países Baixos

Rob Mieremet trabalhou para a ANEFO, Agência Fotográfica Holandesa, entre 1969 e 1975. Ganhou o prémio da melhor foto da imprensa holandesa em 1973. Esteve vários meses em Portugal no período revolucionário.

SEBASTIÃO SALGADO (1944), Brasil

Sebastião Salgado nasceu no Brasil, onde se formou em economia. Perseguido pelo regime militar, em 1969 muda-se para Paris. Enquanto economista, viajou por África e começou a fotografar no inicio dos anos 70. Começa a fazer reportagens para as agências Gamma, Sygma e Magnum. É nesse início de carreira que regista as imagens da Revolução Portuguesa e das independências de Angola e Moçambique. A partir dos anos 1980 torna-se um dos fotógrafos de maior reconhecimento mundial, responsável por projectos de escala planetária. Em 2015, o documentário sobre a sua trajetória “O Sal da Terra”, de Juliano Salgado e Wim Wenders, é nomeado para um Óscar.

SERGE JULY (1942), França

Serge July é um célebre jornalista, fundador do jornal Libération, e figura incontornável da política francesa ao longo de três décadas (1970-2000). Em 1975 acompanhou e fotografou a visita de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir a Portugal.

SYLVAIN JULIENNE (1947-2019), França

Sylvain Julienne publicou a sua primeira foto aos 21 anos no semanário The Village Voice. Fotografou os grandes conflitos do planeta para as agências Sipa, Gamma e Sygma. Algumas de suas imagens foram capa de revistas de todo o mundo. Em Abril de 1975 assistiu à captura de Phnom Penh pelos Khmer Vermelhos e foi mantido prisioneiro. Logo de seguida veio para Portugal, onde fotografou o Verão Quente.

ULIANO LUCAS (1942), Itália

Uliano interessa-se desde o início da sua carreira por causas políticas e sociais. Publica em revistas como Tempo, Jeune Afrique e Koncret ou em publicações para a reflexão sobre o terceiro mundo. A revolução portuguesa e as guerras de libertação em Angola e Guiné-Bissau são parte importante do seu trabalho. Tem um livro publicado em Portugal: «Revoluções – Guiné Bissau, Angola e Portugal (1969-1974)».

VOJTA DUKÁT (1947), Checoslováquia / Paises Baixos

O fotógrafo morávio Vojta Dukát fugiu da Checoslováquia em Agosto de 1968 após a ocupação do país pelas tropas do Pacto de Varsóvia. Radicou-se em Amesterdão, onde estudou fotografia e cinema. Nos anos 1970, começou a viajar e a fotografar. Indicado por André Kertész, trabalhou alguns anos para a Magnum. Após a sua primeira visita a Portugal em Abril de 1975, fotografou regularmente o país e pensou tornar-se português. O seu extraordinário monográfico, editado pela Fototorst, contém dezenas de imagens de Portugal.

VISITAS COMENTADAS

Vários fotógrafos estão presentes na inauguração e em visitas comentadas (com entrada gratuita e lotação limitada):

  • 24 maio, sábado, 17h – Jean-Claude Francolon, Fausto Giaccone, Michel Puech, Jean-Paul Paireault (com Sérgio Tréfaut)
  • 25 maio, domingo, 17h – Jean-Claude Francolon, Michel Puech, Jean-Paul Paireault (com Sérgio Tréfaut)
  • 31 maio, sábado, 17h – Alain Mingam (com Sérgio Tréfaut)
  • 1 junho, domingo, 17h – Alain Mingam (com Sérgio Tréfaut)
  • 7 junho, sábado, 17h – Luísa Tiago de Oliveira e Eduardo Pires
  • 8 junho, domingo, 17h – Isabel do Carmo e Paula Godinho com Luísa Tiago de Oliveira
  • 14 junho, sábado, 17h – Fernando Oliveira Baptista, João Madeira, Maria Inácia Rezola com Luisa Tiago de Oliveira
  • 15 junho, domingo, 17h – Joana Craveiro/ Teatro do Vestido
  • 21 junho, sábado, 17h – Manuel Martins Guerreiro Nuno Santos Silva com Luisa Tiago de Oliveira
  • 28 junho, sábado, 17h – José Neves, Manuel Begonha com Luisa Tiago de Oliveira
  • 05 de julho, sábado, 17h – Fernando Rosas, Sónia Vespeira de Almeida com Luisa Tiago de Oliveira
  • 12 de julho, sábado, 17h – Ana Luísa Rodrigues, Irene Pimentel com Luisa Tiago de Oliveira
  • 19 de julho, sábado, 17h – Jacinto Godinho José Pacheco Pereira com Luisa Tiago de Oliveira.

Visitas sem necessidade de inscrição prévia:

  • 27 de setembro, sábado, 17h – José Rebelo e Carla Baptista com Luisa Tiago de Oliveira.
  • 11 de outubro, sábado, 17h – Paula Godinho e Catarina Alves Costa.
  • 18 de outubro, sábado, 17h – Joana Craveiro/Teatro do Vestido com Luísa Tiago de Oliveira.
  • 8 de novembro, sábado, 17h – Fernando Rosas e Luís Trindade com Luísa Tiago de Oliveira.
  • 21 de novembro, sexta, 17h – Augusta Conchiglia com Sérgio Tréfaut.
  • 22 de novembro, sábado, 17h – Domingos Abrantes e José Pedro Soares com Sérgio Tréfaut.
  • 23 de novembro, domingo, 17h – Sérgio Tréfaut e convidados.
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